ENTREVISTAS


Entrevista com Ângela Roro 

Foi difícil de acreditar! Depois, de finalmente conhecer toda a discografia de um dos mitos da minha adolescência, o telefone tocou... Era “ela” do outro lado da linha. A mesma voz que atiçou minha curiosidade musical sobre seu trabalho iria agora, com muita generosidade e bom humor, me responder dez perguntas que serviram de base para essa matéria, onde falaremos de uma das maiores artistas brasileiras, alguém que desde sempre, impôs a sua verdade e a sua arte, sempre com uma poesia na voz e um sorriso nos lábios. 

Ela estará dias 05 e 06 de Dezembro ás 21:30, apresentando-se na casa de Shows “Tom Jazz”, em São Paulo dentro do Projeto “Sons da Nova Brasil FM” . 

Lança novo CD e DVD que a define bem: “Feliz da Vida“  

Abaixo, trechos do nosso “bate - papo“.     
                                                                                                     
Senhoras e Senhores, conheçam um pouco mais de Ângela Ro Ro


Como artista, lhe considero, como uma das poucas, que consegue  transformar em arte os conflitos da própria vida, um mérito de Fernando Pessoa e Oscar Wilde.  Suas letras beiram a mais fina poesia. Quais são as suas influências literárias?

Na realidade sou bastante inculta, quase não li literaturas importantes e sérias. Definitivamente acreditar em poetas e letristas é muita ingenuidade. Pois quase nunca condiz com a vida pessoal,  as suas obras. 


Ela ainda afirmou que não sabe se suas letras realmente beiram a mais fina poesia. Mas quando ouvimos versos como esse:  “Nunca confunda, carinho e desejo“, frase da letra da música  “Gota de Sangue“, fica impossível não vê-la como uma grande poetisa. 


Uma vez você citou a Bethânia como a sua intérprete maior, e eu não duvido disso. Simone também  gravou músicas suas e de seu repertório. Qual a intérprete, ou o intérprete,  que a compositora gostaria de ver cantando suas músicas. 

Muitos. Vários destes já falecidos. Mas com sinceridade me alegro com qualquer música minha, sendo interpretado por qualquer cantor. 


Ela cita Silvia Manchete, que a convidou para um dueto em seu último disco. As duas cantam “Tango da Bronquite“. Há ainda o CD “Coitadinha Bem Feito”, onde um time de compositores a convite do Dj Zé Pedro e do Jornalista Marcus Preto, visitam a obra de Ângela Ro Ro. 



Temos também os roqueiros que já gravaram músicas tuas;  Barão Vermelho, Cazuza. A que você  atribui esse fascínio que você exerce  nos  roqueiros?  

Eu sou  “rock n roll“ puro. Desde o início, eu baseei  minha vida musical em rock e blues. Eu sou um deles. O rock é um estado de espírito. 

Em seu novo trabalho “Feliz da Vida“, temos o primeiro registro de “Malandragem, composição que foi sucesso na voz de Cássia Eller, mas que, na verdade, foi composta por Cazuza e Frejat, para Ângela, mas a homenageada esperou o momento certo de gravar.  


Você quis muito uma música de Caetano Veloso, e ele disse que não via necessidade, por você ter composições maravilhosas, até que ele te fez  “Escândalo“. Você tem gravações belas de músicas de outros compositores como  “Simples Carinho“ de Abel Silva e João Donato  ou  “Opus 2“ de Antonio Carlos e Jocafi. Qual o critério que você, uma compositora tão fértil e criativa, tem para gravar outros autores? 

Nenhum critério. Apenas minha espontânea vontade.


Elis Regina, uma vez disse que na época que você surgiu, você era a única cantora, que não estava fazendo o  “jogo” das gravadoras . Qual é  o “ jogo“  da artista  Ângela Ro Ro? 

Nenhum jogo. Não tenho cartas escondidas nas mangas, não  faço o jogo de ninguém, nem o meu. 


Direta, franca, honesta na vida e na arte!  Angela Ro Ro me fascinou com sua música e poesia por anos. Agora me fascinou nesse primeiro contato pessoal. Não há realmente separações entre a pessoa e a artista! A simpatia, a generosidade  e a verdade arrepiante estão presentes na  pessoa e na artista. Falando em simpatia, o que ela nos diz sobre... Bom humor: 




Já fui ás lágrimas em seus shows de tanta emoção, assim como já dei muita risada, pois você tem uma veia cômica incrível! Seus shows costumam ser mais divertidos que muitos shows de Stand-up que já assisti.  Você fez  teatro emsua carreira? 

Já fiz teatro mas muito pouco. Uma vez uma peça como figurante aos seis ou sete anos de idade, era figuração. Era um palco maravilhoso, o Teatro João Caetano em 1956 ou 1957. Depois fiz um musical logo que  cheguei da Europa. Tinha um elenco maravilhoso, Nelson Xavier. Evandro Mesquita, Paulo César Pereio aí  eu já tinha  vinte e quatro anos. O humor no palco e na vida é a cura para todos os males. 


Em 1979 foi convidada pelo produtor Paulinho Lima para gravar seu primeiro LP, "Angela Ro Ro", pela PolyGram. Em 11 de maio desse ano,  Angela tinha feito sua estreia nacional com show no Teatro Ipanema (RJ), onde se acompanhava ao piano. O show foi um evento cult, em horário alternativo, meia noite. O teatro lotou e cerca de 150 pessoas ficaram do lado de fora. Na plateia nomes como Sandra Pêra e Marina Lima.

Sua primeira música a tocar nas rádios foi "Tola foi você", mas o primeiro grande sucesso veio com "Amor, meu grande amor", música com letra de Ana Terra e que lhe conferiu o título de "A Sensação do Ano" em nota publicada pelo "Jornal do Brasil", em dezembro de 1979. Ainda nesse ano, Maria Bethânia gravou sua composição "Gota de sangue", o primeiro sucesso por outro artista, no LP "Mel".


Adriana Calcanhoto afirma ter composto “ Mentiras“ inspirada em você. Hoje você tem parcerias com Ana Carolina  e Jorge Vercílio . Como você vê o atual panorama da Música Popular Brasileira ? 

Sempre  muito boa a música brasileira tanto a pop como a erudita. Ela é uma das glórias mundiais  e muito me apraz que a Adriana Calcanhoto tenha citado essa  inspiração.


E declara:  

Gosto de todos os tipos (de música)  desde que soe bem. Não tenho preconceitos.




NAS ONDAS DA RO RO 

Artista  inquieta, falou também de seu trabalho de apresentadora . 

Ter um programa de TV ou um programa de WEB Rádio, estavam entre as suas metas profissionais ou você foi convidada a fazer? 

Eu não tenho metas, eu não fico com planos. Eu tenho receio de não poder cumpri-los, aí eu viro uma pessoa frustrada. 


Em 2004, passou a apresentar, no Canal Brasil, o programa "Escândalo", temporada pródiga que contou com a presença de mais de 50 grandes artistas e durou dois anos.  Em 2011 estreia o programa de web rádio "Nas ondas da Ro Ro", gravado em apresentações quinzenais no Rio e recebendo participações de diversos artistas. Os primeiros programas foram gravados no “Espaço Acústica” e desde janeiro vem gravando no Teatro Rival Petrobrás. 

Passam participações de Dudu Nobre, Silvia Machete, Teresa Cristina, Ricky Vallen, Elba Ramalho, Emílio Santiago, Elza Soares, Marcos Sacramento, Farofa Carioca, Rita Ribeiro, Antonio Adolfo, Carol Saboya, entre outros.

O programa esse ano foi veiculado pelo Canal Brasil. A concepção do programa é de Lana Braga, sua empresária, que dirige também a empresa "Dupla Produtora" . Lana, tinha a vontade de levar para a TV o formato após a realização de um projeto homônimo na web.  A direção é  de Jodele Larcher. Ângela comanda o programa, mostrando também o seu talento ao piano. Histórias inusitadas, casos, confissões e muitas risadas permeiam os bate-papos. Muito bem acompanhada por amigos ilustres, Angela canta sucessos e suas faixas favoritas, além de comentar temas especiais e influências sonoras. A lista de convidados conta com a presença de Jerry Adriani, Leila Pinheiro, Serjão Loroza, Teresa Cristina, George Israel, Alessandra Maestrini, Zélia Duncan, Dudu Nobre, Sandra de Sá, Zé Renato, Mart’nália, Jorge Vercillo e Gaby Amarantos

Bem essa matéria é pequena  para o tamanho do valor de entrevistar uma artista como Ângela Ro Ro. Uma pessoa que não deixou a vida passar em branco, e que nos oferece frases e poesias cheias de sabedorias, algumas, eu tentei condensar nesse pequeno  “pingue-pongue“: 

Ângela, o que faz pulsar o seu sangue quente? 

(silêncio) Qualquer coisa pode me emocionar. Pode ficar quente também por exercícios físicos, caminhadas, ou por qualquer aporrinhação que a gente tenta se controlar. ( risos ) 


O que faz seu animal ser gente ? 

O que faz minha besta fera ser gente, é querer o mesmo respeito que eu dou. 


Qual é o seu compasso mais civilizado e controlado? 

Quando eu não me aborreço, pois tão pouco deixo de ser eu mesma e expor minhas idéias e sentimentos. 




ENTREVISTA COM CACO  CIOCLER  

Ele iria se tornar engenheiro, mas surpreendeu a família em mostrar logo na infância seu gosto pelo palco. Estreou na adolescência a peça “Equus”. Tempos mais trade foi descoberto por Luiz Fernando Carvalho, então, diretor da novela “ O Rei do Gado” que o convidou para um teste. Do teatro á Rede Globo, Caco Ciocler, prossegue em uma carreira de muita coerência, plenamente consciente da sua importância no atual cenário do Teatro, Cinema e TV . 

O Portal Vila Mariana, se orgulha de entrevistar esse artista brasileiro de grande expressão, que em dez perguntas, muito nos fala sobre a nova geração de atores e atrizes, seu novo espetáculo “ Terra de Ninguém “ , seu novo filme, onde estréia como diretor e sua perspectiva sobre o teatro e a arte de uma forma geral .

Ainda pode ser visto ás 18 horas , na novela "Boogie-Woogie" na pele do jornalista Paulo Fonseca .

Enfim ... Um artista que tem muito a nos dizer.


1 )  Você se  tornou um ator global, mas não abandonou a arte enquanto experimento e criação, trazendo um texto inédito de Harold Pinter aos palcos de São Paulo e lançando um novo filme. Como você está enxergando a nova geração de atores e atrizes, cada vez mais ávidos por um trabalho em alguma emissora de televisão ?

Acho que essa geração a que você se refere tem uma noção diferente sobre a construção de uma carreira! Isso tem um lado bom e um lado ruim. É uma geração de atores que se prepara para o "mercado", sabe? Já estreiam na TV com empresários, assessores, gente que pensa nas roupas que vão usar nos eventos, assessorias de imprensa que impulsionam a carreira, assessores de redes sociais... É um tipo de sabedoria e lógica que minha geração não tem. A gente ia fazendo as coisas por paixão, os convites iam aparecendo e a gente ia meio atras do que interessava e do que pudesse nos sustentar. Ninguém pensava muito nas lógicas da construção sólida de uma carreira a longo prazo! Hoje em dia vejo muito ator que começa na televisão e depois quer fazer teatro porque entende que isso vai ser bom para  a carreira e não por paixão, entende? Ao mesmo tempo eles tem uma sabedoria nesse sentido que a gente não tinha e não tem! Eles assumem suas fragilidades, buscam aprimoramento, entendem o jogo da competição de mercado. Contratam assessorias, professores, metem as caras... Sabem a importância das mídias sociais na projeção  de seus nomes. A gente não faz nada disso. A gente só quer trabalhar e fazer nosso teatro por amor e necessidade artistica! Não somos nem melhores e nem piores. Somos diferentes. A humanidade é diferente. Os interesses são diferentes. E eles estão conectados com isso! A gente ainda vive meio no passado e luta por uma pureza que encontra eco e faz sentido em cada vez menos gente! Mas não somos melhores por isso! E nem piores! É uma questão geracional mesmo!




2 ) Uma vez você comentou: Não faço mais teatro para público e sim para indivíduos. Pode explicar essa frase?

Essa frase aprendi com o Roberto Alvim. Cada indivíduo tem (e se permite ter) uma experiência particular própria diante de uma obra de arte. Eu posso mostrar um Van Gogh para um grupo de 100 pessoas. Tem gente que vai gostar, tem gente que não vai gostar, tem gente que vai chorar, tem gente que vai ficar indiferente, tem gente que vai se transformar...,não é assim? Então, diante de uma mesma obra, a decisão intelectual e emocional do tamanho da troca experimental diante dessa obra é do indivíduo espectador. Então não faz mais sentido falar em público como uma massa uníssona mas sim em indivíduos. 


3 ) Quando você  foi convidado para fazer TV, você resistiu ao convite? Por que ?

Não. Uma semana antes desse convite descobri que ia ser pai. Morava ainda na casa dos meus pais, estudava engenharia e ganhava um dinheirinho dando aulas de teatro.  Precisava sair de casa, sair da faculdade e cuidar da minha nova familia. Portanto esse convite foi um presente que salvou minha vida naquele momento. Eu aceitei na hora! Na verdade aceitei o convite para um teste! Aceitar o trabalho foi apenas consequência disso. 




4 ) Sobre cinema, fale sobre seu novo filme.

É minha primeira experiencia como diretor em um longa metragem. Um documentario com estreia prevista para o final desse ano ou o inicio do ano que vem. Chama-se “Esse viver ninguém me tira“  e fala sobre dona Aracy de Carvalho Guimarães Rosa, segunda esposa do João Guimarães Rosa ,que na Alemanha nazista ajudou a salvar vidas quando trabalhava no consulado brasileiro em Hamburgo. O filme é lindo! 


  
5 ) Você tem uma personalidade artística muito forte nos vários segmentos que atua. O que o artista Caco Ciocler quer dizer ás pessoas?

Que parem com essa histeria pelo preenchimento. A vida (e a arte) está ficando sem tempo, sem espaços vazios, sem silêncios! Esqueçam essa ditadura do ritmo, da tentativa de cobrir toda e qualquer lacuna! Os ritmos são feitos pela combinação de preenchimentos e de vazios! Tá tudo tão preenchido que tá ficando muito chato! Mais pausas! Mais silêncios! Mais sutilezas! Mais nuances! Mais vultos! Menos luz! Menos explicitação! Mais mistério!


6 ) Quais os novos projetos que o produtor quer desenvolver?

Tô num dos  periodos mais férteis da minha vida! Tenho um projeto de ficção que vou dirigir no cinema, uma série que estou ajudando a escrever, um livro... E vontade de viajar fazendo documentários e estudando!

  
7 ) Você disse que o teatro não é entretenimento e que tem leis próprias. Quais são essas leis?

Não sei a resposta. Mas sei que o teatro ficou desesperado. Tentando dar conta do entretenimento (que é preenchimento, que é distração da vida). O teatro não é distração da vida! Ele é o oposto disso! Ele te joga a vida na cara e te diz que existem outras  formas menos medíocres de existir!


8 ) No novo espetáculo “Terra de Ninguém“, foi  reunido um elenco de peso . Como foi  que surgiu esse projeto e  a escolha do elenco?

É um projeto do diretor da encenação, o Roberto Alvim. A escolha do elenco foi feita por ele também! É um parceiro e amigo de longa data! Essa é a quinta peça que fazemos juntos. 




9 ) Harold Pinter era contra a participação da Inglaterra na Guerra do Iraque. Como você vê a o conflito na Palestina?

Esse é  um assunto muito complexo e delicado! Vc viu o que aconteceu com as pessoas nessas eleições, não é? Gente perdendo a cabeça, gente perdendo amigos... Se as pessoas são capazes desse grau de desrespeito raivoso e dessa inflexibilidade polarizante numa eleição presidencial, é muita pretensão querer discutir, entender e até propor soluções num conflito infinitamente mais complexo e antigo do que esse. 

Resumindo, acho que nós brasileiros não temos a menor  noção do que se passa de verdade ali! Somos bombardeados por essa mesma imprensa tendenciosa que cobriu nossas eleições! Não sabemos de nada! Nós não sabemos o que é ter que se agaxar na rua de 5 em 5 minutos com a ameaça de um missil cair sobre sua cidade ou ver seu pai ser morto ou preso diante doa seus olhos! Não não fazemos idéia do que se passa ali. Somos influenciados por uma midia tendenciosa que forma nossas pobres opiniões sobre aquilo!

Mas tenho feito um trabalho de escuta de diferentes visões para tentar destrinchar esse nó! Se conseguir algo próximo disso eu divulgo esse material de alguma forma! 


10 )  O maravilhoso de entrevistar você, é que não se fala apenas com um artista, mas sim, com um homem atuante no seu tempo. Seria uma das funções do artista, antes mesmo de procurar a vaidade da profissão, em minha opinião. Parafraseando a letra de João Pedro em “ Miséria no Japão “ pergunto: Quem resiste faz a raça evoluir  ?

O artista deveria ser como um camarão social, que come as sujeiras do mundo e do homem e devolve em alimento! Ou o pavão, que come as coisas venenosas que nenhum outro bicho come e devolve em beleza!
Isso nada tem a ver com vaidade! É uma função social! Como tantas outras!  





















ENTREVISTA  COM  DANIEL BOAVENTURA 


Daniel Boaventura lança CD e DVD, está em cartaz com o musical,
”A Família Adams” e grava novela na TV Globo.

Doze horas e vinte minutos, do dia vinte e um de Setembro de 2012. Meu telefone toca e do outro lado da linha, a Sony Music, confirma: eu iria falar com Daniel Boaventura, em minha opinião, um dos maiores artistas da nossa época, tanto na música como nos palcos. Transferida a ligação, do outro lado da linha, a voz forte de um jovem barítono, se identifica com simpatia e simplicidade, se dispondo a me responder dez perguntas que serviram de base para essa matéria sobre sua carreira. Registro aqui minhas impressões e minhas pesquisas sobre Daniel, que considero um dos mais importantes artistas da atualidade. 

Minha primeira pergunta: “Quem surgiu primeiro o cantor ou o ator?”. 

Daniel foi objetivo: “O Cantor”. 

Filho de uma família tradicional que ouvia MPB e música erudita teve a educação musical como algo natural em sua formação.

Depois de um período na Pensilvânia, onde mudou na infância com a família, Daniel voltou para a Bahia, onde nasceu. Teve seus primeiros contatos com a língua inglesa e teve aulas de trombone.

Aos quinze anos, ouviu o disco da banda inglesa Dire Strait’s, que o influenciou definitivamente para a música. Forma bandas de música na escola e participa de festivais. 

O assunto ficou mais sério, quando a banda “Horas Vagas”, que fazia parte, foi convidada para participar do musical “Cinema Falado“, sua primeira experiência no palco em 1991. Com a Faculdade de Publicidade e Marketing estacionada, seu caminho estava livre para a arte e para a vida . 
A partir desse musical, o produtor Fernando Guerreiro o convidou para uma série de outros trabalhos, também musicais, que o levaram até o “Troféu Caymmi “, como intérprete revelação. 

Daniel buscava a estabilização na carreira, que veio acontecer com o musical “Os Cafajestes”, que estreou em 1993, ficando mais de um ano em cartaz, recebendo o Prêmio Sharp de Melhor Musical. Para ele foi o divisor de águas. O diretor Wolf Maia, da TV Globo, o descobre e Daniel estreia na mine-série “Hilda Furacão”. Chegava á TV Globo pela porta de entrada em 1998. No ano seguinte, participa da novela “Laços de Família”, na mesma emissora e em 2001, foi protagonista da novela “Amor e Ódio “ no SBT. Ao mesmo tempo conciliava sua carreira nos musicais como “A Bela e a Fera”, “Chicago”, “My Fair Lady” e “Vitor ou Vitória” onde conseguiu ao lado de Marília Pêra, o prêmio “Qualidade Brasil “ por sua atuação.


A CARREIRA SOLO COMO CANTOR

 
Com a carreira já consolidada na TV e no Teatro, uma série de shows solo, realizados por Daniel, atraem a atenção da Sony Music, que produz seu primeiro CD, sob direção do experiente produtor musical Guto Graça Melo. O primeiro CD solo intitulado “Song 4U“ (2009), trouxe uma seleção de “standards” americanos e ele me garantiu: ouviu quase 700 músicas para selecionar o repertório. O momento de Daniel era de descobrir sua própria voz, uma vez que nos musicais, dava vida á voz de outros personagens. 

Prosseguindo dentro de uma seleção musical de bom gosto indiscutível, em 2010 Daniel lança “Italiano”, um CD só com canções italianas e embalado pela sua participação na novela “Passione” na TV Globo.

Daniel Boaventura afirma: “Não sou uma celebridade”. Garante e está provado que seu foco maior é no trabalho dedicado e no aperfeiçoamento técnico como ator e cantor. Deixa de lado o assédio da imprensa no que se refere a especulações sobre sua vida pessoal. 

“Tento manter minha vida pessoal o mais pessoal possível”. 

E realmente, em plena era do “vamos mostrar músculos “, Daniel aparece em seus shows formalmente e elegantemtemente vestido, como que pedindo um respeito á sua privacidade. 

Artista de verdade mostra talento.



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